Práticas e Saberes na Escrita de Viagem: O Projeto Intelectual de Maria Graham (1821-1824)

Fontes Escobar
APPRIS

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Por que não nos perguntamos “mais seguidamente como as coisas se passaram para descobrir por que elas se passaram”, sobretudo com as mulheres ditas “excepcionais”? Em Prática e saberes na escrita de viagem – o projeto intelectual de Maria Graham (18 21-1824), navegaremos na experiência de uma importante escritora e viajante que pôs em prática um projeto “pro?ssional” e pessoal por meio da grande experiência do mundo no início do século XIX: a viagem. Em 1821, a britânica Maria Graham (1785-1842) embarcou rumo à América do Sul. Essa jornada lhe rendeu a publicação de dois diários de viagem: o Diário de uma viagem ao Brasil e o Diário de uma residência no Chile. Em meio aos processos de independência do Brasil e do Chile, Graham percorreu re giões hoje conhecidas por muitos habitantes de Pernambuco, Bahia e, principalmente, do Rio de Janeiro. No Chile, perambulou pelos arredores de Valparaíso e Santiago. Testemunhou, a partir de um olhar carregado de ideias pré-concebidas, as organizaçõe s políticas e sociais, os modos e costumes de uma outra gente; desenhou para seu público inglês pitorescas paisagens naturais; traçou as principais linhas do cenário urbano; e compartilhou com seus leitores um conhecimento acumulado e as descobertas em seu périplo por ambos os países. Além disso, Graham ampliou sua rede de sociabilidade, tornando-se próxima da corte do Imperador D. Pedro I; estabeleceu uma legítima amizade com a Imperatriz Leopoldina. No Chile, conheceu e conversou com o Diretor Supremo, Bernardo O’Higgins, e com o general argentino José de San Martín. A experiência de viagem de Graham permitiu que ela também adquirisse uma “autoridade intelectual” e exercesse a prática histórica através de suas narrativas. Entretanto, com o mulher, ela sofreu com as pressões e restrições que a ?zeram negociar em diversos momentos. Neste livro, descobriremos o que ela negociou ao longo da viagem e do texto; exploraremos a complexidade de seus diários de viagem. E, a partir dessas e de outras fontes históricas valiosas, desbravaremos as motivações da viajante, o encontro com o desconhecido e, ao ?m e ao cabo, o que se passou por “trás” de um almejado projeto intelectual.