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(Des)encontro Marcado ou Encontro (Des)marcado?: “Paradas” no “Corre” das Adolescências de Moradores de Periferia
Sabino Mariana
APPRIS
57,00
Sob encomenda 10 dias
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Este livro aborda os temas adolescências e segregação e traz recortes da experiência de trabalho da autora com adolescentes moradores de regiões periféricas de Belo Horizonte e região metropolitana, em sua maioria negros, pobres e estudantes de escol as públicas. A partir da escuta de orientação psicanalítica a este público, encontramos uma adolescência marcada por discriminações e exclusões sociais. A adolescência, para a psicanálise, se constitui como construção social e subjetiva. Os discursos hegemônicos em nossa cultura, atravessados pelo neoliberalismo, pelas tecnologias digitais – que imprimem um ritmo acelerado em nossa vida – e pelo avanço da ciência atrelado ao discurso capitalista – que amplia processos de segregação –, dificultam a constituição da adolescência enquanto um tempo lógico de elaboração psíquica do real da puberdade. Em nosso país, marcado por profunda desigualdade social e econômica, a segregação social – atravessada por marcadores de raça, classe e gênero – se apresenta de forma radical. Os adolescentes que habitam periferias das cidades brasileiras, convivendo com degradação, pobreza e precariedade dos serviços públicos, sofrem seus efeitos. Eles não têm o tempo de moratória necessário à entrada na vida a dulta. A urgência em atender ao que é da ordem da necessidade os impele a assumir responsabilidades precocemente. Diante desse cenário, consideramos importante pensar como os jovens que vivem em condições de vulnerabilidade social constroem suas adol escências. A partir da teoria psicanalítica de orientação lacaniana, em interlocução com outros campos do saber, destacamos como referência central a dimensão temporal. Neste livro, são apresentadas falas escutadas em pesquisas com adolescentes e na experiência de trabalho com este público. Além do encontro com o real da puberdade – marcado para todos –, os jovens moradores de periferia têm um encontro marcado com a segregação. Como saída, eles inventam “paradas” em meio aos “corres”. Nesses cas os, existiria um desencontro marcado ou um encontro desmarcado? Nossa aposta é de que esse livro possa contribuir para a construção de projetos e políticas públicas que considerem as diferentes adolescências brasileiras, além das especificidades do c aso a caso.
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