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Os entrevistadores de Hitler: O ditador e os jornalistas
Lutz Hachmeister
CARAMBAIA
139,90
Sob encomenda 10 dias
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O principal lema de Adolf Hitler era "Falo, logo existo". Poucos ditadores como ele compreendiam tão profundamente o funcionamento da propaganda e souberam como manipular a imprensa para construir sua imagem pública. A relação de Hitler com seus entr evistadores é o tema central do livro do jornalista e documentarista alemão Lutz Hachmeister.
Apesar de ser considerado um orador ruim, o ditador era capaz de levar o público ao delírio com sua verborragia. Quando começou a surgir na cena pública, no entanto, Hitler não gostar de ser entrevistado. Mas aos poucos compreendeu o quanto essas intervenções, sobretudo voltadas à imprensa estrangeira, poderiam ser úteis a seu projeto político. Passou então a cobrar pelas entrevistas, reforçando o cai xa do partido. Preparava-se minuciosamente para cada uma, insistia para que as perguntas lhe fossem enviadas com antecedência, determinava o enfoque da conversa e condicionava a liberação para publicação à leitura prévia do texto. Quase sempre funcio nava.
“Para os jornalistas, Hitler era um troféu; a entrevista com o Führer já era um furo de reportagem em si, independentemente da estrutura e do conteúdo”, considera Lutz Hachmeister. Em seu minucioso levantamento, o autor analisou dezenas de en trevistas concedidas a um número impressionante de jornalistas estrangeiros e levantou o perfil desses observadores e das pessoas que atuavam nos bastidores do aparato de comunicação do Führer. O estudo de Hachmeister é o primeiro a examinar de forma abrangente tanto as entrevistas como a estratégia midiática de Adolf Hitler e levanta uma questão de fundo que permanece extremamente atual: qual o sentido de entrevistar ditadores e autocratas? “Antecipando a resposta, podemos dizer que elas fazem muito pouco sentido”, diz o autor.
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