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AS IRMÃS BEAUVOIR: ATEMPORAIS, ENGAJADAS, VANGUARDISTAS
Monteil Claudine
L&PM - LPM
79,90
Sob encomenda 10 dias
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“As duas irmãs estão comigo mais do que nunca. Suas obras brilham.
Uma nova geração as descobre. Este livro é obra de um amor lúcido.”
Uma é loira; a outra, morena. Uma, ajuizada; a outra, rebelde. Uma é pintora de mais de três mil quadros e grav uras; a outra, filósofa e escritora, produz uma obra literária colossal. Em que pesem as diferenças entre as duas, Simone e Hélène de Beauvoir são unidas por um amor inquebrantável, que nem o tempo nem as divergências estéticas ou políticas conseguir am abalar. Elas travaram uma mesma luta: existir plenamente como mulheres e artistas.
Por meio do seu próprio testemunho e de memórias dos momentos marcantes vividos com as irmãs, de quem era amiga próxima, Claudine Monteil conta a história dessas d uas mulheres excepcionais e revolucionárias. O resultado é uma narrativa vibrante e sensível da trajetória pessoal de ambas e de suas batalhas pela ampliação dos direitos das mulheres – além de uma fascinante história do século XX.
Duas irmãs, n ascidas com dois anos de diferença, no seio da burguesia parisiense, educadas numa escola particular para moças de boas famílias católicas e criadas por uma mãe frustrada e fervorosamente religiosa.
Enquanto Simone de Beauvoir (1908-1986) faz uma c arreira brilhante nos estudos, sonha em ser escritora e conhece Jean-Paul Sartre, Hélène de Beauvoir (1910-2001) realiza sua primeira exposição de pintura, sob o olhar atento de Pablo Picasso. Quando a Segunda Guerra Mundial eclode, as duas irmãs são separadas. Em Lisboa, Hélène casa-se com Lionel de Roulet, ex-aluno de Sartre e membro da Resistência, e cria sua primeira série de pinturas retratando o cotidiano em Portugal. Permanecendo na França durante a Ocupação nazista, Simone publica seu pr imeiro romance, A convidada. A Libertação reúne as duas irmãs, que são envolvidas no turbilhão da criação artística e nos tumultos da Guerra Fria.
Simone e Hélène viajam pelo mundo, seus caminhos se cruzam, suas vidas se reencontram e depois se sepa ram mais uma vez. Uma, com seu estudo O segundo sexo, muda para sempre a compreensão sobre a condição humana; a outra também aspira à fama, mas, apesar de inúmeras exposições, permanece menos conhecida. Ciúme, anseio por liberdade e por realização, d ores compartilhadas, indignação diante da injustiça e da condição feminina, além de conflitos políticos, povoam o mundo das duas irmãs e alimentam suas confidências. As manifestações estudantis de Maio de 1968 as reúnem novamente na luta pelos direi
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