Marx Naródnik: os populistas russos, o comunismo e o futuro da revolução

Paul Guillibert 
Boitempo

53,00

Sob encomenda
7 dias


“Este livro examina um capítulo pouco conhecido do marxismo. Nos últimos anos de sua vida, Marx realizou uma virada radical em seu pensamento.” – Samuel Lacroix, revista Sciences Humaines Em Marx naródnik: os populistas russos, o comunismo e o futuro da revolução, Michael Löwy e Paul Guillibert recuperam a relação de Karl Marx e Fridrich Engels com os naródniks, os populistas russos que defendiam a comuna rural e o campesinato. Os autores destrincham três tipos de fonte ao longo da ob ra: os textos de Marx e suas correspondências com o grupo; as formulações de grandes figuras da história, como Lênin e Rosa Luxemburgo; e textos de estudiosos do marxismo, que de tempos em tempos redescobrem a riqueza desses encontros. “Ao interp retarem as formulações de Marx sobre o destino das comunas rurais russas, os autores apresentam uma leitura não linear da história. Em vez de um destino único, surge um pensamento aberto à emancipação, que leva em consideração a diversidade de meios históricos; uma teoria que articula o vínculo entre as lutas sociais e enxerga, nas tradições de solidariedade do presente, pontos de apoio para o futuro”, escreve Danilo Chaves Nakamura no texto de orelha. Michael Löwy e Paul Guillibert revelam um Marx tardio completamente diferente, cujo pensamento poderia inspirar um socialismo do século XXI capaz de atualizar o lema: “Terra e liberdade!”. Trecho “O contato com esses pensadores populistas leva Marx a modificar profundamente sua fil osofia da história: o método eurocentrista, do qual dão testemunho muitos de seus textos nos anos 1860, transforma-se em uma concepção multilinear da história na qual o futuro do socialismo pode seguir por vias singulares. Esse aprendizado vem do est udo paciente de sociedades agrárias em contextos não europeus e do contato com líderes políticos de outras tradições socialistas. Será rapidamente enterrado pelos marxistas posteriores, que pensam na transição para o comunismo somente como o corolári o de um processo contínuo de desenvolvimento das forças produtivas que conduzirá os países menos avançados ao nível dos países mais desenvolvidos.”