O marxismo e a transição socialista: estado, poder e burocracia

Sáenz Roberto
Boitempo

93,00

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7 dias


O marxismo e a transição socialista, do argentino Roberto Sáenz, volta às raízes das obras de Marx e Engels e de importantes figuras revolucionárias do século XX para apresentar um balanço das revoluções do passado e reinterpretar o futuro. O autor p rocura compreender por que as tentativas de transição para o comunismo fracassaram. Para além de um balanço histórico, Sáenz articula teoria, política e estratégia para extrair lições das experiências revolucionárias e recolocar em movimento a ót ica marxista contemporânea. A obra não oferece respostas fáceis, mas levanta um importante questionamento: as grandes revoluções fracassaram porque não chegaram a ser plenamente socialistas? “Foram desenvolvidas imensas experiências de expropriaç ão do capitalismo. Em primeiro lugar, a maior revolução político-social da história da humanidade: a Revolução Russa, em que a classe operária tomou o poder com suas próprias organizações. Entretanto, veio a degeneração burocrática da Revolução Russa e, com a Revolução Chinesa de 1949 e outras revoluções subsequentes na segunda metade do século XX (como no Vietnã, na antiga Iugoslávia e em Cuba), a classe operária não conseguiu tomar o poder e isso bloqueou de forma duradoura a transição sociali sta”, argumenta Sáenz na apresentação. Trecho “Um Estado que não se extingue, que se erige acima das massas, é um poderoso sintoma de que algo está errado com a revolução. Para que essa tendência à extinção do Estado se afirme, vários process os devem se combinar e se complementar, como já vimos: a) a extensão internacional da revolução; b) o desenvolvimento das forças produtivas; e c) que o poder seja cada vez mais exercido coletivamente pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras. Esse exercício coletivo do poder deve ser um exercício político, não “sindi­calista” ou no nível de cada local de trabalho, ao estilo da autogestão (uma instância complementar, mas que não pode substituir o domínio político coletivo em nível estatal). Tr ata-se de democracia socialista, de governo proletário, de organização de seções cada vez mais amplas em partidos e correntes revolucionárias, para a tomada de decisões cada vez mais coletivas sobre a totalidade das questões, inclusive, obviamente, a produção nacional e a revolução internacional”.