Fronteiras do trabalho: migração decasségui e reprodução social

Roncato Shinohara
Boitempo

73,00

Sob encomenda
7 dias


Os trabalhadores imigrantes no Japão são conhecidos como decasséguis, que significa algo como “sair para trabalhar”. A comunidade brasileira que vive no arquipélago nessas condições contabiliza mais de 200 mil pessoas, em 30 anos de fluxo migratório. Em Fronteiras do trabalho: migração decasségui e reprodução social, nova obra da coleção Mundo do Trabalho, Mariana Shinohara Roncato investiga o fenômeno migratório sob as lentes de classe, gênero, raça e etnia, entrelaçados à teoria da reprodução social. Roncato, que viveu dez anos como imigrante no Japão, retorna à cidade de Toyota para uma pesquisa in loco sobre as condições de trabalho dos brasileiros que trabalham nas fábricas da montadora de mesmo nome, bem como em uma série de outro s empreendimentos e serviços locais. Com o constante encolhimento da população japonesa, a necessidade laboral de imigrantes só cresce. A carência da força de trabalho japonesa, somada à questão econômica, conflitos étnicos e de gênero, gera contradi ções visíveis que se manifestam no país por meio da exploração e opressão. A partir da investigação de como se produz e mantém essa força de trabalho no Japão, a autora apresenta as disparidades salariais e de jornada entre japoneses, brasileiros , homens, mulheres, e outros imigrantes: “Em média, um decasségui trabalha seis dias por semana, com uma jornada diária de trabalho de dez, doze horas, podendo chegar a mais horas dependendo da produção. Diferentemente de trabalhadores com contratos por tempo indeterminado – os japoneses –, o decasségui recebe por hora, por isso a necessidade de cumprir horas extras para assegurar sua subsistência e, se possível, constituir uma poupança”.