Estética: a peculiaridade do estético: Volume 2 Problemas da mimese

Lukács György
Boitempo

149,00

Sob encomenda
7 dias


O segundo volume da Estética, monumental obra de György Lukács publicada em 1963, é leitura imprescindível para a compreensão do pensamento lukacsiano sobre o fenômeno artístico. Estética: a peculiaridade do estético - Volume 2: Problemas da mimese, apresenta novas dimensões à teoria do reflexo estético, concebida de modo dialético pelo autor. A compreensão das complexas e intricadas mediações da mimese artística da realidade é precisamente o escopo deste segundo volume: a constituição do mundo próprio das obras de arte, a subjetividade específica por trás da fruição estética e do processo de criação artístico entre muitas outras problemáticas do estético. O autor busca refletir sobre a função que a arte desempenha na vida humana e na histó ria da humanidade. “O propósito desta obra já não consiste mais apenas na análise de obras ou de autores importantes dos clássicos da literatura, mas expande suas reflexões de forma a elaborar uma filosofia da arte capaz de apreender as categoria s constitutivas do fenômeno estético em geral [...] O centro da reflexão desloca-se, assim, para as determinações universais da arte enquanto forma específica de objetivação humana, examinadas em suas diferentes manifestações – literatura, música, ar quitetura, pintura, cinema, dentre outras. Em termos diretos, trata-se menos de interpretar obras artísticas específicas do que de investigar os fundamentos filosóficos que tornam possível compreender a especificidade do estético como esfera autônoma da atividade humana”, escreve Ronaldo Vielmi Fortes. Referência fundamental para os estudos de estética e do pensamento maduro de Lukács, o leitor brasileiro terá contato com a primeira edição da obra em português, com tradução direta do idioma original. Trecho "Ao passar agora para a outra fonte da arte, a fonte decisiva, a saber, a ''imitação'', não adentramos, do ponto de vista de uma teoria geral do conhecimento, um campo novo. Pois nossa análise das assim chamadas formas abstra tas mostrou que mesmo estas constituem modos de reflexo da realidade objetiva. Por mais significativa que possa ser a diferença entre esses dois tipos de comportamento do ponto de vista da estética, ambos são, não obstante, subespécies do mesmo gêner o: o reflexo da realidade. No caso específico da “imitação”, praticamente não se requer fundamentação, pois imitação não pode significar outra coisa senão aplicar na própria prática o reflexo de um fenômeno da realidade".