O Bem Viver: uma oportunidade para imaginar outros mundos 2ª edição revisada, atualizada e ampliada

Acosta Alberto
ELEFANTE EDITORA

80,00

Sob encomenda
5 dias


O mundo precisa de mudanças radicais. Necessitamos de outras formas de organização social, de outras práticas políticas. O Bem Viver é parte de uma longa busca de alternativas forjadas no calor das lutas indígenas e populares. São propostas por muito tempo invisibilizadas, surgidas de grupos marginalizados, excluídos, explorados e até mesmo dizimados, que agora convidam a romper com ideias supostamente indiscutíveis, como “progresso” e “desenvolvimento”, pautando a construção de modos de vida ba seados nos Direitos Humanos e nos Direitos da Natureza, libertos da ânsia colonizadora e acumuladora do capital. Nesta segunda edição revisada e ampliada, Alberto Acosta complexifica a análise desse conceito revolucionário. *** Para falar do B em Viver, é preciso recorrer a experiências, valores, propostas e práticas de povos que se empenharam em viver harmoniosamente entre si e com a Natureza, e que possuem uma história longa e profunda, ainda bastante desconhecida e até mesmo marginaliza da pelos círculos de poder. Esses povos resistem, de diversas maneiras, a um colonialismo que já dura mais de quinhentos anos. E são justamente as suas visões de mundo que nos permitem imaginar um futuro diferente, com propostas que poderiam alimenta r e conduzir os debates globais em outra direção. A matriz das reflexões e conclusões contidas nestas páginas emerge dos povos originários — uma grande fonte de informações e ensinamentos, embora ainda incompreensivelmente marginalizada. Trata-se de “mundos”, no plural, nos quais não prima a cultura escrita — algo que talvez possa limitar a difusão de seus ensinamentos, mas certamente não a impossibilita. Esses mundos estão vivos em diversos cantos do planeta e, decerto, na memória de muitas culturas, inclusive nas que hoje são consideradas “avançadas”. Este livro não compila receitas nem modelos. Não pretende ser um manual do Bem Viver ou oferecer recomendações de autoajuda que contribuam para instaurar o discurso do entusiasmo, da s uperação e da vontade pessoal como ferramenta de mudança, ignorando as estruturas socioecológicas. Tampouco aceita uma noção estrita de “felicidade”, usada para legitimar estilos de vida supostamente “corretos”. Este livro expõe e analisa problemas, ao mesmo tempo que propõe algumas soluções, buscando abrir espaço para o debate. Aqui se questiona sem rodeios o patriarcado e o colonialismo enquanto pilares da civilização do capital, a qual deveria ser superada por caminhos comunitários. Definitiv