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O valor do instinto: A filosofia do CEO do Goldman Sachs que transformou incerteza em vantagem no coração de Wall Street
Lloyd Blankfein
Harper Business - harper collins
79,90
Sob encomenda 8 dias
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Da lista de mais vendidos do New York Times e indicado entre os melhores livros de negócios de 2026 pelo Financial Times.
Quando acusavam Lloyd Blankfein de ser mais um figurão engravatado, símbolo do poder econômico de Wall Street, ele só podia sorr ir. Bastava lembrar da infância precária nos conjuntos habitacionais mal-afamados do Brooklyn e dos anos numa escola tão caótica em que não se sentia seguro nem para ir ao banheiro. Cursar Direito em Harvard foi um salto quase inimaginável, e a sensa ção de ser um peixe fora d’água nunca o abandonou — nem na graduação nem no mercado financeiro. Quando as pessoas estranhavam seu jeito “das ruas”, não era em Wall Street que pensavam. Mas, se essa ferida jamais cicatrizou por completo, tampouco desa pareceram o espírito irônico e resiliente e a inteligência lúcida e democrática que ajudaram Blankfein a enxergar para além das aparências, tornando-o capaz de encontrar talentos e boas ideias nos lugares mais improváveis.
O valor do instinto é um ac erto de contas deliciosamente honesto, afiado e, muitas vezes, engraçadíssimo com a formação do autor — em finanças, na natureza humana e no funcionamento do mundo. O livro transborda lições sobre liderar equipes brilhantes e competitivas, enfrentar mudanças em tempos difíceis e prósperos, administrar riscos e identificar crises antes que saiam do controle. Blankfein é reconhecido pela mão firme com que guiou o leme do Goldman Sachs durante a crise financeira de 2008, e essa história é contada a qui na íntegra — ao lado de muitos outros episódios decisivos.
O que perpassa todas essas páginas é o respeito profundo do autor pela cultura de sociedade do Goldman Sachs, onde seus executivos se tornam parte do negócio como sócios do banco. Sentar- se na cadeira de CEO de um dos maiores bancos do mundo foi o ápice de sua vida profissional, mas apenas um detalhe de seu amadurecimento. “Sei que grande parte do que determinou minha trajetória, assim como a de meus antigos vizinhos, foi mais s orte do que virtude, inteligência ou talento”, ele conta, “como ainda sou aquele garoto do Brooklyn, ainda me identifico mais com o garçom do que com o cliente, mais com o motorista de táxi do que com o passageiro no banco de trás”. É dessa consciênc ia que nasce a força singular de O valor do instinto — uma reflexão rara sobre poder, ambição e liderança escrita por quem preservou sua essência mesmo convivendo com tubarões.
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