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Jenipapos: Diálogos sobre viver
Yamã Yaguarê
Editora Gaia - GLOBAL
79,00
Estoque: 5
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A Editora Gaia lança uma nova edição de Jenipapos – Diálogos sobre viver, livro
que propõe reflexões sobre literatura indígena, educação e saberes tradicionais. O
título remete ao jenipapo, fruto ancestral usado na pintura corporal indígena, cuja tinta azul-escura simboliza o desejo de tornar visível o vasto patrimônio cultural dos
povos originários. Esse sentido simbólico atravessa a obra, que adota um tom crítico
inaugurado por Ailton Krenak ao questionar os fundamentos históricos da escolarização indígena no Brasil.
Organizado por Daniel Munduruku, Darlene Yaminalo Taukane, Isabella Rosado
Nunes e Mauricio Negro, a obra reúne registros de encontros virtuais realizados
entre 2020 e 2021 com 17 autoras e autores indígenas e aliados. A publicação
amplia o projeto Jenipapos, iniciativa da MINA Comunicação e Arte em parceria com
o Itaú Social. Inicialmente voltados à literatura de autoria indígena, os diálogos se
expandiram ao longo de dois anos para temas ligados à educação e à transmissão
de conhecimentos, resultando em uma coletânea que funciona como registro das
conversas e material de referência para educadores e pesquisadores.
Entre as vozes reunidas estão nomes centrais da cultura brasileira, com o Ailton
Krenak, primeiro indígena na Academia Brasileira de Letras, Conceição Evaristo,
Eliane Potiguara, além de educadoras como Dona Liça Pataxoop e Dona Vanda
Pajé, que compartilham práticas pedagógicas baseadas na oralidade e em
narrativ as visuais.
A diversidade de perspectivas é um dos eixos centrais do livro. Os textos abordam
temas como bem viver, literatura indígena contemporânea, valorização de autorias
marginalizadas e a luta das mulheres indígenas, além de defenderem a Lei
11.645/2008 como instrumento fundamental para garantir o ensino da história e
cultura indígena nas escolas.
Reunindo povos de diferentes etnias e territórios, Jenipapos – Diálogos sobre viver
apresenta histórias contadas, escritas, desenh adas e cantadas. Com projeto gráfico
e ilustrações de Mauricio Negro e contribuições de autores e pesquisadores de
diversas áreas, a obra constrói uma rede de saberes que documenta práticas vivas
de resistência, criação cultural e pluralidade d e cosmovisões.
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