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Os Errantes da Vila Macuco
Guimarães Lins
ARTÊRA - APPRIS
46,00
Sob encomenda 0 dias
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A narrativa, ambientada na vila ficcional do sul da Bahia, segue Maria Fulô, errante das ruas, que, ao perambular, regava seus habitantes com histórias e lendas sobre corpos e almas ressurretos que emergiam diuturnamente e pareciam surgir de um paraí so perdido para um paraíso restaurado.
Absorvida na própria realidade social e cultural da vila e no meio da sua busca de significados, Maria Fulô conhecia detalhadamente os corpos e as almas vagantes, expressos num cenário que combina belezas melan cólicas, baldadas em deambular pelas ruas em meio aos delírios, com a construção de um espaço próprio de distração, curiosidade e acomodação deles pelos moradores.
A culminância se desenrola por meio das desventuras cômicas e trágicas dos errantes, expressas nos relatos de suas vidas, que traziam uma mensagem ora de alegria, de uma paz interior sobre um olhar das suas vivências, que sepultavam os fragmentos e pedaços de uma existência eivada de desespero, ora pela certeza que, nos mares tortuos os da vida, o desatino imprime momentos de tempestade por meio de um som estrondoso, que consome, de modo inesperado, fragmentos de um ser.
No remate, Maria Fulô acreditava que a imaginação enlouquecida dos erradios não representava a configuração d e um pesadelo para os moradores da vila, senão um pressentimento de sabedoria fragmentária arraigada nos diálogos, que continham uma metáfora de vazios de almas, atravessados por um arcabouço de dor e de delícias que se rendiam ao desabrochar oscilat ório das suas mentes.
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