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Tchau, Pai
Azevedo Q.O.
ARTÊRA - APPRIS
42,00
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A menina acordou naquela manhã pouco depois de o sol alcançar a janela do quarto. Levantou-se e percorreu a casa em busca dos pais. Encontrou a mãe no lugar de sempre, mas não o pai. Ele havia viajado e, mais uma vez, saído sem se despedir. O silênci o que ocupava a casa naquele dia, como em tantos outros da infância de Cora, atravessava a relação entre pai e filha e se instalava como presença constante.
Com o passar dos anos, Cora se acostumou à ausência do pai e a um afeto mais presente em ges tos do que em palavras. Carregava a sensação persistente de que havia algo importante a ser dito, algo que nunca encontrava espaço. A menina cresceu, tornou-se adulta, formou-se em tradução, dominou quatro idiomas e, ainda assim, descobriu que não sa bia falar com o pai, apesar de toda a sua bagagem linguística.
Quando uma doença atravessa a família, aquilo que nunca encontrou palavras precisa, enfim, ser dito. Resta saber se Cora será capaz de encontrá-las ou se o silêncio se eternizará entre e la e o pai.
Tchau, pai é uma narrativa sensível e precisa sobre relações imperfeitas, sobre o peso do não dito e sobre a delicadeza de tentar se aproximar quando se aprendeu, desde cedo, a esperar. Um livro sobre tempo, ausência e as formas discreta s, e profundamente humanas, de amar.
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