Educação, Identidades e Culturas Surdas: Vivências Educacionais do Surdo no Contexto da Amazônia Acreana

Ferreira Lima
APPRIS

44,00

Sob encomenda
10 dias


O livro Educação, identidades e culturas surdas: vivências educacionais do surdo no contexto da Amazônia acreana expõe, pela primeira vez, a realidade dos surdos da Amazônia, representados, aqui, pelos surdos da cidade de Cruzeiro do Sul, no estado d o Acre. A obra propõe ao leitor compreender as repercussões e os desafios do processo de inclusão na rede básica de ensino, ressaltando a importância da valorização da identidade e cultura surda. A autora apresenta a realidade vivida pelos surdos de sua cidade, no tocante à educação, e os envolvidos nesse processo, como tradutores/intérpretes de língua de sinais, diretores e coordenadores das escolas, pedagogos e professores que lidam diretamente com esses alunos e seus familiares, expondo como a maioria dos professores desconhece as políticas linguísticas para surdos, ressaltando o olhar de piedade e a necessidade de se enquadrar no padrão do estudante ouvinte, e o comportamento de desvalorização da cultura surda, realidade que se configur a nas próprias famílias. A cultura surda refere-se à comunidade de pessoas surdas que compartilham uma língua de sinais, bem como valores, tradições, comportamentos e perspectivas culturais únicas, desenvolvendo-se em torno da identidade surda e da experiência compartilhada de ser surdo. Ela é caracterizada pela língua de sinais, que é uma forma visual-gestual de comunicação utilizada pelas pessoas surdas para se comunicarem entre si. Uma característica importante da cultura surda é a valorizaç ão da língua de sinais como uma língua completa e natural, com sua própria gramática e estrutura. A língua de sinais é considerada a forma preferida de comunicação para muitas pessoas surdas, e a cultura surda enfatiza a importância de sua aquisição e de seu uso na educação e na vida diária. Este livro esclarece que o ingresso do estudante surdo na escola básica dita inclusiva traz uma série de enfrentamentos, devido às diferenças linguísticas e ao desconhecimento por parte da instituição como um todo das especificidades desses sujeitos, mostrando que o elo de comunicação com o estudante surdo na escola está sempre a cargo do intérprete.