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Amazônia e Inteligência Artificial - Do Direito ao Futuro ao Futuro do Direito - 1ª Ed - 2027
Engelmann Wilson
EDITORA FOCO
271,00
Sob encomenda 10 dias
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Amazônia e Inteligência Artificial - Do Direito ao Futuro ao Futuro do Direito - 1ª Ed - 2027
Durante muito tempo, a Amazônia foi enxergada como objeto de exploração, reserva de recursos ou “espaço&r dquo; à espera do desenvolvimento, especialmente a partir de do Direito moderno como soberania, território, sujeito e responsabilidade, que, hoje, são postas à prova por sensores, satélites, modelos preditivos, bloc kchains e plataformas digitais que ali convivem, e muitas vezes colidem, com cosmologias e práticas ancestrais dos povos originários e tradicionais.
A inteligência artificial não deve ser tratada como ferramenta neutra a s erviço da proteção ambiental nem como ameaça abstrata a conter por meio de uma regulação desvinculada de suas condições materiais e territoriais. Os textos da obra reconhecem que ela pode amplia r a capacidade de observar e responder ao desmatamento, às queimadas e às mudanças climáticas, e examinam com o mesmo rigor os riscos de centralização decisória, opacidade algorítmica e depend&e circ;ncia tecnológica. A crítica vem acompanhada de imaginação institucional, com arranjos em que normas, código, protocolos técnicos, práticas sociais e saberes locais se combinam sem recair no estati smo clássico nem na autorregulação de mercado.
A hipótese central é que a regulação da inteligência artificial e a proteção da Amazônia e do clima compartilham uma mesma insu ficiência a ser superada: a separação da camada informacional, composta por dados, modelos e algoritmos, da sua camada material, territorial e biossocial, que a torna possível e sobre a qual produz efeitos. É dessa c onstatação que emerge a dupla leitura proposta pelo título. O direito ao futuro diz respeito às condições de preservação do clima, dos povos tradicionais e das cidades amazônicas. O futuro do direito, por sua vez, diz respeito à necessidade de adaptar respostas jurídicas que talvez já não sejam suficientes, isoladamente, diante da magnitude das transformações em curso.
A proposta dos autores
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