Muçulmanos africanos nos países de colonização portuguesa: Guiné-Bissau e Moçambique

Thiago H. Mota
HUCITEC

74,00

Estoque: 6

Ao reunir em uma mesma obra pesquisas que pensam o Islã a partir dos espaços historicamente ligados pela colonização portuguesa, os livros da coleção Muçulmanos africanos nos países de colonização portuguesa, 1) Guiné-Bissau e Moçambique e 2) Context os minoritários e diaspóricos ampliam as percepções sobre o Islã na África e o seu impacto fora do continente, por meio das diásporas africanas […] Os dois livros propõem diálogos entre diferentes áreas do conhecimento (História, Literatura, Antropol ogia, Cinema, Direito, Linguística, Ciências Sociais, Artes) e distintos espaços geográficos, contemplando os cinco países de colonização portuguesa na África (Angola, Cabo Verde, Guiné- Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe), além das diásporas a fricanas em Portugal e no Brasil. ? Da Introdução, de Thiago Mota, University of California, Santa Cruz -*-*- Fundamental. Essa parece ser a melhor definição possível para a obra que o leitor tem em suas mãos. Isso porque ela ajuda a dissip ar o desconhecimento sobre um tema fulcral nas diferentes cronologias e espaços que conheceram a colonização portuguesa: a presença de muçulmanos africanos. Embora o Brasil tenha sido a maior região escravista da América durante o período colonial e no correr do século XIX, só muito recentemente deu início, de forma orgânica e sistemática, a um campo de estudos acadêmicos sobre o continente africano, o que aliás diz muito sobre sua gênese enquanto Nação. Apesar da Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003, e da revolução que ela ajudou a provocar, inúmeras lacunas persistem nessa área de estudos. Daí a importância dos dois volumes de “Muçulmanos africanos nos países de colonização portuguesa”, que analisam a presença do Islã em perspectiva histórica e contemporânea, em diferentes espaços que conheceram a colonização portuguesa. Os 16 textos que compõem a coleção, dedicados a diferentes geografias e temporalidades, promovem diálogos interdisciplinares e, especialmente, historiográficos, buscando superar a leitura colonial que nega ao Islã um papel essencial na história dessas múltiplas regiões. A perspectiva da coleção é compreender a(s) lógica(s) do Islã no interior desses espaços, sua pluralidade e complexidade, superando a vi são colonialista que tende a apontar o islã como um elemento exterior, importado. Nas palavras do organizador, os volumes refletem sobre “o Islã não como uma tradição exterior ao mundo lusófono, mas como uma presença constitutiva de sua formação hist